" Estava com bolhas nos pés da exaustiva caminhada, quando tive a brilhante idéia, passei num brécho, comprei uma par de asas, desde então timidamente mas com grande ânsia de ganhar as alturas, estou apredendo a voar."
18.4.09
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" Estava com bolhas nos pés da exaustiva caminhada, quando tive a brilhante idéia, passei num brécho, comprei uma par de asas, desde então timidamente mas com grande ânsia de ganhar as alturas, estou apredendo a voar."
16.4.09
Gostaria de compartilhar meu momento de euforia...
Passei por desafios, apresentei-me em publico,
disse o que me dediquei por um ano,
recebi criticas e elogios.
Como é bom superar os medos e a insegurança, ainda mais quando
termina em vinho em
Montevideo e um descanso na plaza de Mayo.
Montevideo e um descanso na plaza de Mayo.Depois veio a Banca final, onde o fim não chegou, um novo começo esta por vir...
Já tracei o meu caminho, mas vim aqui dizer que a minha rua passa pela rua de vocês.
um beijo com sabor de Cabernet Sauvignon.....
encende el faro !!!
ps: Esta foto é de Colonia-Uuguai, um lugar que selecionaria para passar horas conversando com vocês.
5.4.09
Estranho Estranha
Minha cabeça queima
Meu corpo inteiro coça
Eu não caibo mais nessa cama.
Meu coração tem pressa
Meus pés, caimbra
Eu não caibo mais nessa cama.
Meus olhos ardem
Minha garganta seca
Eu não caibo mais nessa cama.
Eu canso.
Noite estranha.
Meu corpo inteiro coça
Eu não caibo mais nessa cama.
Meu coração tem pressa
Meus pés, caimbra
Eu não caibo mais nessa cama.
Meus olhos ardem
Minha garganta seca
Eu não caibo mais nessa cama.
Eu canso.
Noite estranha.
31.3.09
...
Eu teria agora uma trilha sonora erudita: Debussy. Debussy e seu som romântico de um piano que me conduz até o infinito do céu e depois me tomba no chão em milésimos de segundos. Eu ouço a música sentada no banco e escrevendo o que quer que seja o que é isso aqui e sinto vontade de chorar. Porque hoje eu não consegui olhar as plantas, nem as flores, hoje eu não consegui sorrir, hoje eu consegui escrever. Eu sinto pequenas cócegas de quando em quando; são as formigas que me sobem, que me fazem perceber que eu estou viva. Hoje eu morri um pouco. Amanhã eu renasço outra vez, quem sabe. Amanhã minha cabeça não dói, amanhã eu não estarei despida. Me roubaram o corpo, sugaram o meu bem. Sobrou o meu mal, das lágrimas que resolvem por alguns instantes e me trazem a mim. Pra eu sentir. Me sentir. Hoje eu não sou eu. Quero o meu corpo de volta pra eu poder mostrá-lo só quando eu quiser. Há coisas que só se entende ao amar. Há coisas que só doem porque se ama. Algumas coisas só podem ser compartilhadas com o seu amor.Meu corpo é uma delas, alguns sorrisos também, algumas palavras, um certo tom de voz. Por isso hoje eu só quero a música, só cantar, que é o que eu mais gosto de fazer, pra ver se me ajuda a renascer um pouquinho.
1.3.09
Só
*quadro do Museo Nacional de Belas Artes de Buenos Aires
26.2.09
anti- romance
As luzes se apagaram. Faltou luz.
As velas se apagaram. Batia vento.
Na caixa de música, colocaram rock n’ roll. Não podiam dançar juntinhos.
As flores estavam murchas.
Ninguém decorou um poema.
Mas eles queriam um ao outro.
E o momento foi mais completo.
Do que nunca.
(só pra deixar o fim de carnaval mais romântico...)
25.2.09
uma poesia da chuva de quarta-feira de cinzas (ou uma poesia sem rima)
Chove
Chove chuva
Molha a quarta-feira de cinzas
As cinzas da alegria dos confetes, serpentinas, fantasias e marchinhas
Chove
Chove chuva
O Carnaval passou
Ninguém vai reclamar
Chove
Chove chuva
Renova a cara do ano que precisa começar
Traz esperanças nos seus pingos
Leva o choro bandido do Pierrot pela Colombina
Chove chuva
Assim, disfarço as minhas lágrimas
Lavo a alma
E me despeço do que já passou...
Chove chuva
Molha a quarta-feira de cinzas
As cinzas da alegria dos confetes, serpentinas, fantasias e marchinhas
Chove
Chove chuva
O Carnaval passou
Ninguém vai reclamar
Chove
Chove chuva
Renova a cara do ano que precisa começar
Traz esperanças nos seus pingos
Leva o choro bandido do Pierrot pela Colombina
Chove chuva
Assim, disfarço as minhas lágrimas
Lavo a alma
E me despeço do que já passou...
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